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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Maldição da vida moderna

Há milhares de anos vivíamos em cavernas. Não eram tão confortáveis como as residências atuais, mas o habitar era igual para todos. As vestes também não eram o que são hoje, modas extravagantes e pouco duradouras, mas supriam a necessidade de cobrir-se do frio. Por muito tempo, tivemos respeito por nossa casa/planeta terra, e recebíamos dela todos os seus atributos.
Devido provavelmente a necessidade, talvez essa seja essa a palavra, há muito tempo que o hábito de consumir do ser humano passou da necessidade à extravagância. Consumimos bem mais do que necessitamos, e é claro que o planeta já sentiu os efeitos de tais extravagâncias. Darei como exemplo a água: de toda a água existente no planeta, apenas 3 % é doce, vale lembrar que desse percentual 12% estão em território  brasileiro. Esse consumismo exagerado ditado pela sociedade atual desperdiça além de nosso tempo, uma coisa vital a nossa sobrevivência: nossa água. Uma camiseta t-shirt de algodão exige o consumo de 2000 litros de água para ser feita, um delicioso hambúrguer degustado como lanche no passeio ao shopping pode custar 2400 litros de água até acabar na boca, e se acompanhado de uma cerveja mais 75 litros. E a água potável do planeta é um recurso finito...
É claro que nos dia atuais fica impossível querer voltar ás cavernas ou andar nu pelas ruas, mas vale lembrar se aquilo que consumimos realmente é necessário. Para que um guarda roupas transbordando todos os tipos de variedades, muito mais do que vamos usar? Será que aqueles eletrodomésticos ofertados a nós na televisão como tendo incansáveis possibilidades de uso, são realmente todos tão necessários? E a que preço nós consumimos desenfreadamente o nosso planeta e todos os seus recursos? Se o planeta é um organismo vivo, imagino que ele nos sinta como um vírus que consome todos os seus órgãos vitais.
Parece que os regimes autoritários que tomaram o mundo há algumas décadas atrás não nos abandonaram totalmente, parece mais que mudaram de forma, continuam nos ditando o que fazer e a lei hoje é o consumismo a qualquer preço. O que tem mais acredita ter o direito de pisar no que tem menos e os que não têm nada, bom, é isso mesmo que valem nesta pirâmide decadente. Os donos do mundo estão aí, e vieram para ficar; ditam-nos regras: o que devemos vestir, ouvir, comer... E nós? Marionetes talvez, amaldiçoados a ver a vida como algo fútil como se nossa existência pudesse se limitar a coisas materiais.

Shirlei Marcelino

sábado, 13 de novembro de 2010

INSANIDADE

As portas da insanidade
Chega quem não teme a razão
Quem entende que a verdade
É fruto da imaginação.

Há aquele que não entende
E por mais que queira
Não compreende
O grande suspiro profundo
O grande mergulho no mundo

Não entendem as incertezas
Dos gostos e desgostos.
Das vontades de cada um.

Mas se não engoles a verdade
Dos donos da razão
Há de pagares o preço
O mesmo da prostituição.

Vão te encher de remédios
Drogas legalizadas
Pois por eles são aprovadas

Usam-nas pra te calarem
Usam-nas para de frustrarem
E te transformam em zumbi

Shirlei Marcelino